O lugar de Katy na edição de 2025
O The Town 2025 foi a segunda edição do festival e ocupou a Cidade da Música, no Autódromo de Interlagos. O calendário oficial registrou os dias 6, 7, 12, 13 e 14 de setembro. Portanto, a referência ao Parque Villa-Lobos e a três dias de festa, presente no texto anterior, estava incorreta. A localização e a duração ajudam a entender a proposta: uma programação distribuída por dois fins de semana, com diferentes combinações de artistas e experiências a cada data.
- O papel de uma headliner: Headliner é uma atração de destaque na programação, geralmente associada ao fechamento de um palco.
Na programação de 14 de setembro, Katy dividiu o Skyline com Camila Cabello, J Balvin e IZA. O comunicado oficial de encerramento confirma que sua apresentação concluiu os shows daquele palco. Essa distinção importa porque o festival reunia outros espaços e atividades: encerrar o Skyline não significava necessariamente o fim de toda a programação da Cidade da Música. O destaque da cantora fazia parte de um conjunto mais amplo de atrações.
A página oficial dedicada à cantora apresentava sua participação como um encontro entre sucessos da carreira e a fase do álbum 143. Citava discos como Teenage Dream e PRISM e músicas como “Firework” e “Roar” para situar seu repertório. Essa apresentação institucional explica o apelo pop da escolha, mas não funciona como uma lista completa das canções executadas. Para uma retrospectiva, anúncio de repertório e registro efetivo do show são informações diferentes.
Música e experiências além do Skyline
A presença de Katy Perry oferecia um eixo reconhecível para o último dia, enquanto os demais palcos ampliavam as possibilidades de escuta. O relato oficial do encerramento registra Camila Cabello, J Balvin e IZA no Skyline e os encontros de Joelma com Dona Onete, Gaby Amarantos e Zaynara no The One. A combinação aproximava o pop internacional de expressões brasileiras sem tornar todos os shows equivalentes. Para acompanhar essa diversidade, vale observar quem ocupou cada espaço, que encontros foram propostos e como os estilos se relacionavam. A programação permite essa leitura cultural; já a qualidade de cada apresentação exige crítica e observação próprias.
O line-up do último dia também reunia Ludmilla, Dennis com Tília e Jota.pê com João Gomes no The One. No Factory, apareciam Geraldo Azevedo com Juliana Linhares, Rachel Reis, Lambateria Baile Show com Lia Sophia e Felipe Cordeiro. Em vez de resumir essa oferta a artistas de apoio, o desenho da programação permite reconhecer percursos musicais próprios. Cada palco oferecia um recorte, e a escolha do público podia ir além da atração que motivou a ida ao festival.
- Pop no palco principal: Katy Perry, Camila Cabello, J Balvin e IZA compunham o Skyline no domingo final.
- Encontros entre artistas: O The One reuniu propostas com convidados, incluindo Joelma e diferentes vozes do Pará.
- Mais caminhos de escuta: Factory, Quebrada e São Paulo Square ampliavam o mapa musical da mesma data.
O novo palco Quebrada integrou a proposta de dar espaço à cultura das periferias. Um comunicado de junho detalhava a Batalha da Aldeia Superliga The Town, com eliminatórias nos quatro primeiros dias e final em 14 de setembro. Na grade desse domingo, o espaço reunia Belo, a Orquestra Sinfônica Heliópolis e a etapa final da disputa. A presença dessas atrações mostra que o festival articulava formatos distintos, do show de canções à competição de rimas.
A The Tower Experience era outra novidade documentada. Segundo a apresentação da organização, a experiência foi concebida para depois do encerramento do Skyline, combinando orquestra, balé, coral e DJs em uma narrativa cenográfica. A grade de 14 de setembro identificava ANNA nesse espaço. Esse registro dá conteúdo concreto à ideia de ir além dos shows, sem depender das antigas alegações sobre realidade aumentada, sensores de movimento ou um estádio exclusivo.
A cenografia também ajudava a organizar a identidade do evento. O material oficial descrevia o Skyline com referências aos prédios de São Paulo, o The One aos museus e o Factory aos galpões industriais. Essa relação entre música e paisagem urbana pode ser lida como uma escolha de linguagem do festival, não como prova de transformação social. O interesse cultural da edição está nos encontros e nos percursos que ela propôs. Medir sua contribuição para turismo, renda ou hábitos juvenis exigiria dados específicos e critérios de comparação. Assim, o balanço preserva Katy Perry e a experiência de 2025 no centro, sem atribuir efeitos permanentes ao que as fontes apenas anunciaram.
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